Pesquisa sobre a Internet no Brasil

segunda-feira, 8 de março de 2010

Como em outros países, também no Brasil a Internet se implantou e se desenvolveu junto ao meio acadêmico e científico. Professores e pesquisadores que houvessem visitado universidades no exterior já conheciam as promissoras redes internacionais de comunicação. Em especial a Bitnet, uma rede que permitia troca de mensagens em escala mundial.
Em setembro de 1988, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), localizado no Rio de Janeiro, conseguiu acesso à Bitnet, através de uma conexão de 9 600 bits por segundo estabelecida com a Universidade de Maryland.
Dois meses depois, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) também ligou-se à Bitnet, por meio de uma conexão com o Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), em Chicago.
A Internet decola no país
O grande boom da rede aconteceu ao longo do ano de 1996. Um pouco pela melhoria nos serviços prestados pela Embratel, mas principalmente pelo crescimento natural do mercado, a Internet brasileira crescia vertiginosamente, tanto em número de usuários quanto de provedores e de serviços prestados através da rede.
Uma das provas de que a Internet realmente havia decolado no Brasil veio no dia 14 de dezembro de 1996, quando Gilberto Gil fez o lançamento de sua música Pela Internet através da própria rede, cantando uma versão acústica da música ao vivo e conversando com internautas sobre sua relação com a Internet.
Ainda em 1996, a empresa Andersen Consulting divulgou uma pesquisa realizada com um grupo selecionado de grandes empresas privadas e estatais do país. A pesquisa revelou que 80% dessas empresas já haviam colocado informações e serviços disponíveis na Internet. A pesquisa dizia ainda que mais da metade dessas empresas considerasse “a tecnologia da informação um instrumento essencial para a tomada de decisões”.
O ano de 1997 veio consolidar a Internet tupiniquim. Novas revistas sobre o assunto foram lançadas. Os provedores chegaram a diversas centenas. O conteúdo em língua portuguesa na rede tornou-se significativo. Empresas, bancos, universidades e até o governo fizeram questão de marcar presença na Internet. Algumas estimativas mais otimistas diziam que o número de usuários no Brasil passou de um milhão naquele ano. Mas não há certeza.
De qualquer maneira, o importante é que, hoje, esse número continua crescendo. O assunto já faz parte do dia-a-dia dos brasileiros. Fala-se sobre Internet na televisão, no rádio, nos jornais, nas escolas, nas universidades, nas empresas. A Internet tornou-se, definitivamente, uma ferramenta de comunicação, informação, trabalho e entretenimento para os brasileiros.
Internautas Ativos e Horas Navegadas – Janeiro de 2004 era de 8000 internautas e ficavam em média 12hs online, hoje em 2009 já passam de 22000 ativos que ficam em média 20hs online
Numero de Domínios .br– Em Janeiro de 200, eram 300.000, hoje já passam dos 3.000.000
Locais de Acesso de Internet no Brasil
Residência : de 32% para 46%
Trabalho : de 21% para 30%
Outros Locais : 18% para 40%
Base de 2002 até 2009
Tempo de navegação em domicílio –
Janeiro de 2004 de 8 a 10 horas
Até 2009 aumentou pra mais de 20 horas
Perfil do Usuário – Mulher 46% e Homem 54%
Idade : 2 a 11= 10%
12 a 17= 16%
18 a 24= 17%
25 a 34= 18%
35 a 49= 23%
50 a 64= 11%
+ de 65= 1%



Classe Social –
A – 87%
B – 60%
C – 29%
D/E – 12%
Tipos de sites visitados e porcentagem - Sites de busca – 90%
- Sites de Telefonia e Serviços – 87%
- Entretenimento – 76%
- Computadores e Eletrônicos – 73%
- Noticias e Informações – 57%
- Comercio – 52%
- Sites do Governo – 50%
- Educação e Carreira – 50%
- Família e Estilo de Vida – 42%
- Finanças, Seguros e Investimentos – 38%
- Informações Corporativas – 32%
- Casa e Moda – 28%
- Viagens – 22%
- Ocasiões especiais – 20%
- Veículos Automotivos – 12%
Banda Larga No Brasil –Mais de 72% Usam banda larga
Menos de 28% Usam Internet Discada
Consumo de outras mídias com início da WEBTV – diminuiu 47%
Radio – diminuiu 35%
Jornais – diminuíram 41%
Revistas – diminuíram 30%
Livros – diminuíram 25%
Bibliografia : Ibope, Netratings

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